
O homem de 70 anos preso após circular com um adesivo de suástica colado no próprio carro, em Araranguá, no Sul de Santa Catarina, teve a prisão convertida em domiciliar e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada pelo delegado Adriel Alves, responsável pela investigação.
De acordo com a Polícia Civil, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva e, posteriormente, substituiu a medida por prisão domiciliar, mantendo o uso do equipamento de monitoramento eletrônico.
A prisão ocorreu na quinta-feira (22), após a Polícia Militar ser acionada para atender uma ocorrência envolvendo um veículo deixado em via pública devido a uma pane mecânica. O automóvel chamou a atenção por exibir, no vidro traseiro, um adesivo com uma suástica acompanhado de uma frase que fazia referência à incitação de guerra civil.
Imagens de câmeras de monitoramento auxiliaram na identificação do proprietário do carro. Ao ser localizado, o homem confirmou ser o dono do veículo e admitiu ter encomendado o adesivo de um terceiro e, posteriormente, fixado o material no automóvel.
O caso foi enquadrado na Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Racismo, que criminaliza a fabricação, divulgação ou veiculação de símbolos ligados ao nazismo. A legislação prevê pena de reclusão e classifica o crime como inafiançável, além de ser considerado imprescritível pela Constituição Federal.
O veículo foi apreendido por ser considerado objeto diretamente relacionado à prática do crime. O caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes.
