
Um dos adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha afirmou à Polícia Civil que não estava na Praia Brava, em Florianópolis, no dia em que ocorreram as agressões que levaram à morte do animal. O depoimento foi prestado nesta semana e, segundo a investigação, a versão ainda será confrontada com dados extraídos do celular do jovem e com imagens de câmeras de segurança.
O caso é apurado pela Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e envolve outros adolescentes suspeitos de maus-tratos contra o cão, que vivia na região há cerca de dez anos. Dois dos investigados estavam fora do país e retornaram ao Brasil na quinta-feira (29). Todos devem ser ouvidos nos próximos dias, acompanhados de responsáveis legais, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As agressões ocorreram no início do mês, mas só chegaram ao conhecimento da polícia em 16 de janeiro. Orelha foi encontrado gravemente ferido por pessoas que estavam na praia, chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
A Polícia Civil analisa quase mil horas de imagens de câmeras de segurança da região da Praia Brava e aguarda o aprimoramento de registros feito pela Polícia Científica para possível comparação facial. Além disso, a extração de dados de celulares apreendidos deve ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.
No andamento da investigação, os pais e um tio de adolescentes suspeitos foram indiciados por coação, após a polícia identificar tentativas de interferência no processo. As apurações continuam.
