
A Polícia Civil descartou a participação de um dos adolescentes inicialmente investigados pela morte do cão Orelha, caso que causou grande comoção em Florianópolis. Segundo as autoridades, o jovem não estava na Praia Brava no dia das agressões e teve a inocência comprovada ao longo da apuração, sendo oficialmente retirado do inquérito.
A família do adolescente falou publicamente pela primeira vez após a confirmação, em entrevista ao Balanço Geral Florianópolis. O pai relatou que só tomou conhecimento do crime cerca de uma semana depois da morte do animal e disse ter ficado chocado com a violência. Ele contou que soube que o nome do filho estava sendo citado como suspeito no dia 20 de janeiro e, imediatamente, procurou o jovem para esclarecer a situação.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, a investigação comprovou que o adolescente estava com outro grupo no momento em que o cão foi agredido. A informação foi confirmada por meio de diligências e cruzamento de dados, o que levou à exclusão definitiva do nome dele do caso.
A mãe do jovem afirmou que o episódio trouxe impactos emocionais profundos para a família. Segundo ela, foi necessário buscar acompanhamento psicológico para lidar com a exposição e o medo das consequências futuras. “A gente tenta ser forte, mas não sabe como isso vai refletir na vida dele daqui para frente”, disse.
Em coletiva recente, a Polícia Civil reforçou que os nomes dos adolescentes envolvidos e de seus familiares não serão divulgados, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Especialistas alertam que a exposição indevida de menores pode resultar em penalidades criminais e ações cíveis, incluindo pedidos de indenização por danos morais.
