
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) requereu, durante audiência de custódia realizada na tarde deste sábado (20/6), a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do homem de 24 anos suspeito de matar a companheira, uma jovem de 21 anos, em Criciúma. O pedido foi formulado pelo Promotor de Justiça plantonista Felipe Luz e acolhido pelo Poder Judiciário.
Segundo o Promotor de Justiça, há elementos que apontam para a prática do crime de feminicídio consumado, com indícios de que a vítima tenha sido morta por asfixia, circunstância que será aprofundada no decorrer das investigações.
Ao requerer a prisão preventiva, o MPSC sustentou que a medida é imprescindível para a garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal. Conforme manifestado na audiência, a necessidade da custódia cautelar decorre, entre outros fatores, do modus operandi atribuído ao investigado, que teria asfixiado a companheira e, posteriormente, tentado simular uma cena de suicídio para afastar sua responsabilidade pelo crime.
O Promotor de Justiça plantonista também destacou que, após os fatos, o suspeito deixou o local onde o crime teria ocorrido, em Criciúma, sendo localizado apenas no município de Cocal do Sul, após familiares da vítima acionarem a Polícia Militar. Para o MPSC, a circunstância evidencia risco de evasão e reforça a necessidade da prisão preventiv
Além da presença dos requisitos legais para a decretação da medida cautelar, o crime investigado admite a prisão preventiva por se tratar, em tese, de feminicídio — crime doloso cuja pena máxima é superior a quatro anos de reclusão, conforme previsto na legislação processual penal.
A jovem foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro São Sebastião, em Criciúma, na tarde de sexta-feira (19/6). Conforme o relatório da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência por volta das 12h20, a jovem teria sido enforcada pelo companheiro.
