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21/06/2026 08h50

Tragédia da queda do balão em Praia Grande completa um ano e famílias ainda cobram respostas

Ao todo, oito pessoas morreram ao acidente
Tragédia da queda do balão em Praia Grande completa um ano e famílias ainda cobram respostas

Neste domingo (21), a queda do balão que vitimou oito pessoas em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, completa um ano. Apesar do tempo transcorrido, o caso permanece sem definição de responsabilidades e segue sendo investigado sob segredo de Justiça. O acidente também impulsionou mudanças nas normas que regulamentam o balonismo comercial no país.

 

Na manhã de 21 de junho de 2025, as condições climáticas eram consideradas favoráveis para a prática da atividade e diversos balões decolaram normalmente. No entanto, uma das aeronaves, que transportava 21 ocupantes, sofreu um incêndio cerca de dois minutos após deixar o solo, transformando o passeio em uma das maiores tragédias já registradas no turismo de aventura brasileiro.

 

Durante a emergência, quatro passageiros saltaram da cesta na tentativa de escapar das chamas e morreram em consequência da queda. Outras quatro vítimas ficaram presas no balão e morreram carbonizadas. Ao todo, 13 pessoas sobreviveram ao acidente, algumas delas com ferimentos graves.

 

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram que o fogo teve início próximo ao maçarico utilizado na aeronave. Também foi constatado que o extintor disponível no balão não funcionou quando acionado. A primeira fase do inquérito foi encerrada em outubro de 2025 sem indiciamentos, mas novas diligências levaram à retomada das apurações no mês seguinte.

 

Passado um ano da tragédia, familiares das vítimas afirmam conviver com a falta de respostas. Entre os mortos estava Leandro Luzzi, de 33 anos, diretor da Federação Catarinense de Patinação Artística. Segundo o advogado Rafael Medeiros, representante dos pais de Leandro, o sentimento predominante é de frustração diante da lentidão das investigações e da ausência de responsabilizações.

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Além de Leandro Luzzi, morreram no acidente Andrei Gabriel de Melo, 34 anos; Leane Elizabeth Herrmann, 70; Janaina Moreira Soares da Rocha, 46; Everaldo da Rocha, 53; Juliane Jacinta Sawicki, 36; Leise Herrmann Parizotto, 37; e Fabio Luiz Izycki, 42.

 

A tragédia provocou mudanças nas regras para a atividade de balonismo comercial no Brasil. Entre as exigências estabelecidas estão a obrigatoriedade de seguro contra terceiros, extintor em condições de uso, rádio de comunicação, altímetro, sistema de desinflagem rápida e licença atualizada para pilotos. Balões não certificados passaram a ter capacidade máxima de 15 passageiros.

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Praia Grande tornou-se a primeira cidade brasileira a contar com empresas autorizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a operar dentro das novas exigências. A regulamentação entrou em vigor em dezembro de 2025 e integra um processo nacional que deve ser concluído até 2028.

 

O Ministério Público de Santa Catarina informou que acompanha diferentes frentes de investigação relacionadas ao caso. Conforme o órgão, uma diligência solicitada pela Promotoria de Justiça ainda não foi concluída, o que mantém os procedimentos em andamento nas esferas criminal e cível, além de haver apuração paralela conduzida pelo Ministério Público Federal.


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