
A investigação sobre o desaparecimento de Vinícius Valente da Silva avançou com a descoberta de que o bancário solicitou uma corrida por aplicativo com destino à região da Praia da Galheta, no Leste da Ilha de Florianópolis, pouco antes de o celular deixar de registrar atividade, por volta das 23h de 6 de agosto. A informação foi confirmada pela advogada da família Lígia Cerqueira e levou a polícia a concentrar buscas na área, próxima ao Bar do Deca — estabelecimento sem câmeras de segurança. Duas buscas já foram feitas no local, sem sucesso.
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A 99, empresa responsável pelo aplicativo usado na corrida, ainda não enviou os dados solicitados pela polícia, apesar do prazo de três dias estipulado em casos semelhantes. "Me parece uma demora da 99, que, nesse momento, pode nos custar muito", afirmou Lígia. Uber e iFood, por outro lado, já encaminharam as informações pedidas. A Meta também não enviou todos os dados solicitados sobre o WhatsApp de Vinicius, e o delegado do caso tem cobrado a plataforma.
Segundo a advogada, não foram identificadas movimentações financeiras após o desaparecimento, mas a família ainda aguarda os documentos bancários completos. A Polícia Civil cruza dados de telefonia, aplicativos, mensagens e movimentações financeiras para reconstruir a sequência dos últimos momentos de Vinicius.
Relembre o caso: Vinícius Valente da Silva, bancário paulista de 30 anos, estava hospedado em um hostel em Florianópolis quando desapareceu, em 6 de agosto. Ele deixou parte da bagagem na casa de um amigo e saiu para caminhar, sem retornar ou responder a tentativas de contato depois disso.
Como deveria ter voltado para São Paulo em 9 de agosto e não deu mais notícias, pessoas próximas registraram boletim de ocorrência, e a Polícia Militar de Santa Catarina chegou a divulgar fotos do bancário para ajudar nas buscas. O caso, que já dura 46 dias, é investigado pelas polícias civis de Santa Catarina e São Paulo, e Vinicius está cadastrado no SOS Desaparecidos.
