
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou quatro pessoas, três homens e uma mulher, pela morte de Leonardo Vieira Saqui, de 22 anos, ocorrida em junho deste ano, em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. Segundo a denúncia, o jovem foi levado para uma área de plantação de eucaliptos, onde teria sido agredido e queimado vivo.
O crime aconteceu no dia 13 de junho, no Balneário Campo Bom. Conforme as investigações, os denunciados teriam invadido uma propriedade particular e levado Saqui até o local onde ocorreu o homicídio. O corpo foi encontrado com alto grau de carbonização, o que impossibilitou a identificação por características físicas. A confirmação da identidade ocorreu por meio de exame papiloscópico.
Os quatro foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Um dos acusados também é apontado pelo MPSC como responsável por organizar a participação dos demais no crime. A denúncia foi recebida pela Justiça, e todos os réus permanecem presos.
Suposta infidelidade teria motivado o crime
De acordo com o Ministério Público, a motivação estaria relacionada a uma suposta acusação feita pela vítima de que a companheira de um dos denunciados mantinha um relacionamento com outra pessoa. Saqui não teria conseguido comprovar a afirmação, que, segundo a acusação, foi interpretada pelo grupo como uma deslealdade dentro do ambiente ligado ao tráfico de drogas.
O MPSC afirma que tanto a vítima quanto os denunciados tinham envolvimento com o tráfico e integravam uma facção criminosa. Um dos acusados seria ligado à liderança das atividades criminosas e teria interesse em impedir a disseminação dos rumores. Outro denunciado seria irmão da mulher envolvida na suposta acusação.
A investigação reuniu depoimentos, análise de materiais e dados telefônicos para apontar a participação dos quatro suspeitos. Segundo o MPSC, o número de envolvidos, a surpresa e as condições em que a vítima se encontrava teriam dificultado qualquer possibilidade de defesa.
Com o recebimento da denúncia, o caso passa a tramitar como ação penal. O Ministério Público pede que os quatro acusados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. As alegações apresentadas na denúncia ainda serão submetidas ao contraditório e à ampla defesa.
