
Ricieri ainda destaca as principais brincadeiras que fizeram parte de sua infância. “Sempre gostei de andar de bicicleta, de andar de carretilha, soltar pandorga, brincar de jogar bola na rua, bolinha de vidro, essas coisas de uma infância tradicional. Foi uma infância raiz, como se fala hoje em dia”, comenta.
Já na adolescência, o engenheiro já desenvolvia algumas características que o ajudariam com a profissão futura. “Sobre a escolha de uma profissão eu sempre desenhei e sempre gostei de matemática. A minha mãe me incentivou a fazer a faculdade e prestar vestibular, justamente por essa minha facilidade com os desenhos e com os cálculos. Foi uma escolha acertada, porque eu me identifico muito com a profissão, sou feliz com ela e não me imagino fazendo outra coisa”, detalha Ricieri.
Ele também diz que já é formado há 23 anos e incentiva as pessoas a “seguirem essa profissão, porque é muito bonito e muito marcante”.
Sua filha fará 18 anos no fim de janeiro, e já pensa em que carreira seguir. “Esse ano ela começa a fazer o Terceirão e vai prestar vestibular para Arquitetura. Não é influência direta minha, mas talvez porque ela vê a minha profissão e meu envolvimento nessa área. Desde pequena ela sempre falou em fazer Arquitetura. Ela sempre gostou de maquete e projeto, sempre se interessou por entrar em apartamentos e ver a parte de decoração e divisões. Eu incentivo ela a seguir essa profissão e acho que ela vai ser uma boa profissional”, fala o pai.
“Eu sempre falo que tem muito mais gente para ajudar, do que para ser ajudado. Então não é correto viver numa sociedade que tem gente que passa fome, passa trabalho, gente que não tem onde morar ou não consegue um tratamento de saúde porque o governo e a justiça não liberam. O meu sonho é que as pessoas não precisem sofrer e passar dificuldade. Sempre vai ter aquele que vai ter mais e o que tem menos, mas não é justo a pessoa não ter nada, passar fome e não ter onde morar. Meu sonho é a sociedade ser mais justa e igual”, ressalta o engenheiro.
Ricieri ainda explica como ajuda quem necessita. “Tem muita gente que precisa ser ajudado e gente que quer ajudar, então eu faço essa ponte de facilitar. Sempre que eu vejo alguém que precisa, eu me desdobro para ajudar. Uso todos os meus contatos, todo o meu conhecimento, para que de cinco em cinco reais a gente consiga fazer o bem para o próximo. O que me motiva é fazer chegar à pessoa que precisa um recurso, uma ajuda. Eu sempre falo que às vezes não é o dinheiro, mas uma atenção, uma conversa, um abraço, um bom dia, um sorriso que já pode ajudar”.
Pensando no futuro, o engenheiro civil já sabe o que quer. “Eu espero no futuro alcançar uma estabilidade financeira, construir bastante e morar em Itapirubá. Pretendo, à partir dos 50 anos, morar em Itapirubá em definitivo e continuar a tocar bateria, que eu já toco a 30 anos e gosto disso. Então meu sonho para o futuro é esse: viver da engenharia, construir, morar em Itapirubá e tocar até os meus 112 anos”, finaliza Ricieri.
