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18/01/2026 19h45

'Você está morto?': aplicativo chinês vira febre entre quem mora sozinho

Ferramenta viral usa alertas automáticos para evitar que pessoas passem mal ou morram sem serem notadas em um país cada vez mais solitário
'Você está morto?': aplicativo chinês vira febre entre quem mora sozinho

Um aplicativo chinês de nome inusitado vem chamando atenção e conquistando milhões de usuários na China. Batizado de Sileme — que em inglês significa Are You Dead? e, em português, “Você está morto?” — o app se popularizou ao oferecer uma solução simples para monitorar pessoas que vivem sozinhas, realidade cada vez mais comum no país.

 

A proposta é direta: evitar que alguém passe mal ou morra dentro de casa sem que ninguém perceba. Segundo a BBC britânica, o aplicativo viralizou nas redes sociais e rapidamente entrou para a lista dos mais baixados, impulsionado principalmente por jovens que moram sozinhos em grandes centros urbanos.

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Desenvolvido pela empresa Moonscape Technologies, o Sileme surgiu como um projeto de segurança pessoal. Inicialmente gratuito, passou a ser pago, com custo de 8 yuans (cerca de R$ 5,60), sem perder popularidade. O funcionamento é simples: a cada 48 horas, o usuário precisa apertar um botão confirmando que está bem.

 

Caso essa confirmação não aconteça dentro do prazo, o sistema entende que pode haver um problema e envia automaticamente um alerta para um contato de emergência previamente cadastrado. A mensagem informa que o usuário pode estar em perigo e pede que a pessoa vá checar a situação, funcionando como uma checagem rápida e indireta.

 

O sucesso do aplicativo está diretamente ligado a uma mudança social profunda. A China deve chegar a cerca de 200 milhões de lares com apenas uma pessoa até 2030, cenário que aumenta o medo de morrer sozinho sem ser notado. Estudantes longe da família, trabalhadores solitários e pessoas tímidas estão entre os principais usuários.

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Apesar da aceitação, o nome do aplicativo gerou críticas por ser considerado pesado e de mau agouro. Diante disso, a empresa já estuda mudanças para facilitar a expansão internacional. Em alguns países, o app já aparece com o nome Demumu, mais neutro.

 

Atualmente, o aplicativo figura entre os mais baixados pagos em países como Estados Unidos, Singapura e Hong Kong, impulsionado por chineses que vivem no exterior. A empresa também avalia versões específicas para idosos, um público crescente em um país onde mais de 20% da população já tem mais de 60 anos, ampliando a demanda por soluções que unam tecnologia, cuidado e simplicidade.


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