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Variedades
26/01/2026 14h35

​​​​​Lula e Trump conversam por telefone durante 50 minutos e combinam encontro nos EUA

Presidentes falaram sobre 'Conselho da Paz', mas brasileiro não aceitou ou rejeitou convite. Ação na Venezuela também entrou na pauta
​​​​​Lula e Trump conversam por telefone durante 50 minutos e combinam encontro nos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, nesta segunda-feira (26), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ligação, que durou cerca de 50 minutos, os dois trataram da situação política na Venezuela e alinharam uma visita oficial de Lula a Washington nos próximos meses.

 

De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, os presidentes trocaram avaliações sobre o cenário venezuelano. Lula destacou a necessidade de preservar a paz, a estabilidade regional e o bem-estar da população do país vizinho.

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O contato foi o primeiro entre os dois líderes desde a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrida no início do mês, que resultou na retirada de Nicolás Maduro do poder. O ex-dirigente venezuelano está detido em território norte-americano. Apesar do diálogo, Lula já se manifestou publicamente contra a ação militar, classificando o episódio como uma falta de respeito à soberania da América Latina.

 

Na semana passada, o presidente brasileiro afirmou que o mundo atravessa um momento político delicado e criticou o enfraquecimento das normas internacionais, citando a Carta das Nações Unidas e o avanço da chamada “lei do mais forte” nas relações entre países.

 

Durante a conversa, Trump convidou o Brasil a integrar o Conselho da Paz, iniciativa criada pelo governo norte-americano. Lula, porém, não confirmou adesão. Segundo o Planalto, o presidente sugeriu que o conselho tenha foco humanitário, especialmente na situação da Faixa de Gaza, e defendeu a participação da Palestina nos debates.

 

Fontes da diplomacia brasileira indicam que o governo não tem pressa em responder ao convite e deve solicitar esclarecimentos técnicos sobre o funcionamento e a base jurídica do conselho. A avaliação é de que o Brasil evita aderir a um órgão com estatuto elaborado de forma unilateral pelos Estados Unidos e presidência fixa norte-americana.

 

Ainda durante a ligação, Lula voltou a defender uma reforma ampla da Organização das Nações Unidas (ONU), com a ampliação do Conselho de Segurança, bandeira histórica de sua política externa.

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Os dois presidentes também falaram sobre a situação econômica de seus países e avaliaram de forma positiva as perspectivas para Brasil e Estados Unidos. Trump afirmou que o crescimento das duas economias beneficia todo o continente americano.

 

Por fim, Lula demonstrou interesse em ampliar a cooperação bilateral no combate à lavagem de dinheiro, ao tráfico de armas e no congelamento de ativos de organizações criminosas, além do intercâmbio de informações financeiras. Segundo o Planalto, a proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano.


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