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10/08/2020 18h20

Em SC: Menino de 10 anos recebe alta após ter síndrome rara associada ao coronavírus

Casos de síndrome inflamatória multissistêmica têm sido registrados em crianças e adolescentes com covid-19
Em SC: Menino de 10 anos recebe alta após ter síndrome rara associada ao coronavírus
Um garoto de 10 anos de idade recebeu alta em Florianópolis nesta segunda-feira (10) após ficar sete dias internado por complicações da covid-19. Abrhaão Evangelista Barbosa teve o diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica, uma doença rara e grave que tem sido registrada em crianças e adolescentes contaminados com o coronavírus.


Dos sete dias que ficou no Hospital Infantil Joana de Gusmão, na Capital, o garoto morador de Palhoça passou quatro na UTI. Ele foi o segundo paciente a se recuperar da síndrome no hospital, conforme relato do diretor técnico da unidade de saúde, Marcos Paulo Guchert, que é infectologista pediátrico.


A síndrome inflamatória multissistêmica foi relatada inicialmente pela Sociedade de Pediatria do Reino Unido no final de abril. O diagnóstico é semelhante aos casos de Síndrome de Kawasaki ou síndrome do choque tóxico - também raras -, e os pacientes apresentam febre alta e persistente, manchas e irritações na pele, conjuntivite, inchaços nas mãos e nos pés e dor abdominal e vômito. A maioria dos casos não tem sintomas respiratórios graves.

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- É uma complicação rara, grave e potencialmente fatal da covid-19 em crianças e, principalmente, adolescentes, inclusive em indivíduos previamente saudáveis. Pode incluir diversos órgãos como coração, fígado, intestino, cérebro e rins. Os sintomas não ocorrem na fase inicial da contaminação pelo coronavírus, podendo surgir de dias até semanas após, pois não são causados pela ação direta do vírus, mas pela resposta inflamatória tardia induzida por ele - explica Guchert.


No fim do mês de maio, os departamentos científicos de Infectologia e Reumatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgaram uma nota técnica sobre a síndrome. Conforme o estudo, a complicação pode ocorrer desde crianças com alguns meses de vida até jovens de 19 anos. Os casos têm sido relatados até quatro semanas após a contaminação pelo coronavírus.


A síndrome já foi relatada em diversos países europeus e também nas Américas. Nos Estados Unidos, somente até meados de maio mais de 100 casos já haviam sido identificados, sendo a maioria em crianças entre cinco e 14 anos.


No Brasil, o Ministério da Saúde informou na semana passada que está monitorando a nova doença. Segundo o governo, 71 casos foram confirmados no país até o fim de julho, além de três mortes. A ligação da síndrome com o coronavírus ainda está sendo pesquisada, mas exames nas crianças afetadas apontaram que elas estavam com covid-19 no momento ou tinham sido contaminadas previamente.


Fonte: NSC.


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