
Santa Catarina confirmou a primeira morte por febre do Nilo Ocidental no Estado. O caso ocorreu em Itapirubá, em Imbituba, e a vítima foi uma mulher de 77 anos, que morreu no dia 8 de agosto.
Segundo Gaudenzi, a mulher foi infectada pelo vírus do Nilo Ocidental após ser picada por um mosquito infectado. Apesar da confirmação do óbito, o superintendente afirmou que, até o momento, o caso é considerado isolado.
A febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus cujo ciclo envolve principalmente aves e mosquitos. As aves podem carregar o vírus e transmiti-lo aos mosquitos durante as picadas. Posteriormente, os insetos infectados podem transmitir o vírus para pessoas e outros animais.
A principal forma de transmissão para seres humanos ocorre pela picada de mosquitos infectados. A doença não costuma ser transmitida entre pessoas pelo contato cotidiano.
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% dos infectados permanecem assintomáticos.
Nos demais casos, a doença pode provocar febre, dor de cabeça, cansaço, dores no corpo, náuseas e vômitos. Também podem ocorrer manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.
Uma parcela pequena dos infectados pode desenvolver a forma grave da doença, chamada de doença neuroinvasiva. Nesses casos, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e causar complicações como meningite e encefalite.
Pessoas idosas e indivíduos imunocomprometidos estão entre os grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
