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Geral
29/09/2026 18h24

Mãe denuncia professora por agredir e humilhar filho de 9 anos em escola de Tubarão

Caso é investigado em sigilo pela DPCAMI; mãe afirma ter gravações de episódios envolvendo a criança e cobra afastamento da professora
Mãe denuncia professora por agredir e humilhar filho de 9 anos em escola de Tubarão

Uma mãe denunciou a professora regente do filho de 9 anos à DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Tubarão após uma sequência de episódios que, segundo ela, teriam ocorrido nos últimos meses dentro de uma escola estadual no bairro Santo Antônio de Pádua. O menino, aluno do 4º ano, tem TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). 

Veja o vídeo sobre o assunto:
https://www.instagram.com/p/Dd4u8WfhfqV/
 

Segundo a mãe, em março seu filho teria sido levado até uma sala da escola para ser advertido por suposto mau comportamento e, durante a situação, teria sido colocado com força pela professora em um sofá. No dia seguinte, segundo a família, foram observadas marcas roxas nos ombros do menino.

 

Fotografias das marcas foram feitas e apresentadas à escola, em Junho segundo o relato do estudante, ele teria sido impedido de participar de uma aula de Educação Física e do recreio por não ter concluído uma atividade em sala, além de ter sido exposto perante os colegas. A família comunicou a escola e posteriormente procurou a Secretaria de Educação para solicitar providências. Em seguida, a mãe afirma que seu filho relatou outras situações envolvendo supostas palavras ofensivas e uma filmagem realizada pela professora enquanto ele estava emocionalmente abalado.

 

A mãe afirma que havia procurado a escola diversas vezes para relatar situações envolvendo o filho. Segundo ela, funcionários da secretaria chegaram a dizer que a turma estava "complicada" e que a própria professora pedia ajuda para lidar com os alunos.

Após o retorno às aulas, a mãe passou a colocar um gravador na mochila do filho e afirma ter registrado novos episódios em que a criança teria sido exposta diante dos colegas. Ela diz que comunicou a escola sobre a existência das gravações, mas que não houve interesse em ouvi-las. Ainda segundo a mãe, a escola teria pedido para que ela "esquecesse o que passou", alegando que as câmeras de segurança não estavam funcionando nos momentos em que os episódios ocorreram.

 

A mãe também afirma ter atas de reuniões nas quais o comportamento atribuído à professora teria sido relacionado a uma suposta agressividade do filho. Ela diz ter questionado a existência de reclamações formais anteriores contra a criança, mas afirma que não recebeu nenhum registro nesse sentido.

 

Diante das situações relatadas, a escola decidiu transferir o menino para outra sala. A mãe, porém, questionou a medida por entender que o filho foi retirado da turma enquanto a professora permaneceu na escola. O caso também foi levado ao Conselho Tutelar e, segundo ela, a situação teria sido considerada resolvida pela conselheira responsável. A professora continua dando aulas normalmente na unidade.

 

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Procurada pelo HC Notícias, a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Tubarão informou que acompanha a situação junto à escola. A reportagem também procurou a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso. Em resposta, a unidade informou, pelo delegado Thiago Fernando dos Santos Reis, que o caso está sendo investigado e que apurações envolvendo crianças e adolescentes são protegidas por sigilo.


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