
Árvores de uma espécie que pode chegar a 30 metros, altura equivalente a um prédio de até 10 andares, começaram a ser derrubadas nesta quarta-feira (30) nas vias beira-rio de Tubarão, mas a chuva que atingiu a cidade desde o final da manhã obrigou as equipes a suspender a remoção das falsas-seringueiras pouco depois de iniciada. "Nossa expectativa é terminar o trabalho nesta quinta-feira (1º), ou quando o tempo melhorar", afirmou o secretário de Serviços Públicos e Zeladoria, Felipe Tessmann.
A operação é feita pela Secretaria de Serviços Públicos e Zeladoria, em parceria com a Secretaria de Agricultura e com a Celesc, e atinge exemplares que, em sua maioria, foram plantados depois da enchente de 1974 e cresceram ao longo das décadas até ficarem muito próximos de imóveis e da rede de alta tensão, o que exige das equipes cuidados e equipamentos especializados.
Segundo a prefeitura, o crescimento dos galhos e da copa em direção aos cabos pode causar contato com a fiação, interrupções no fornecimento de energia, curtos-circuitos e acidentes, principalmente em situações de ventos fortes e chuvas intensas, além de representar risco a pedestres, veículos, edificações, muros e calçadas, o que também exige atenção às condições do solo, à ação da água e à estabilidade das árvores.
Para Tessmann, a própria natureza da espécie agrava o problema em ambiente urbano. "A falsa-seringueira é uma espécie exótica e apresenta crescimento vigoroso, com desenvolvimento de copa e raízes que podem ocupar grandes áreas. Em ambiente urbano, especialmente quando plantada próxima a imóveis, vias públicas, margens de rios e redes de infraestrutura, seu crescimento ao longo dos anos pode aumentar significativamente os riscos e as dificuldades de manejo", explicou o secretário.
