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Segurança
29/09/2019 11h56

Pelo País: Tráfico de Vigário Geral, no RJ, cria porcos para sumir com cadáveres e ocultar crimes

Duas investigações da Polícia Civil revelam que, nos últimos dois anos, pelo menos nove pessoas foram entregues pelos criminosos para os animais comerem.
Pelo País: Tráfico de Vigário Geral, no RJ, cria porcos para sumir com cadáveres e ocultar crimes
Traficantes de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, criam porcos na favela para desaparecer com cadáveres de vítimas da quadrilha. Duas investigações da Polícia Civil revelam que, nos últimos dois anos, pelo menos nove pessoas foram entregues pelos criminosos para os animais comerem. Os suínos são criados, segundo depoimentos de moradores à polícia, num chiqueiro que fica dentro da casa de um traficante, próximo a uma área de mangue entre as favelas de Vigário Geral e Parada de Lucas. A polícia já sabe até que um dos porcos tem nome e foi batizado pela própria quadrilha: Chicão.

O traficante que cuida dos animais é Wilton Arjona da Silva, o Porquinho ou Zé do Porco. Ele foi reconhecido por testemunhas que revelaram à Polícia Civil o paradeiro de dois jovens moradores do Complexo da Maré, também na Zona Norte, que desapareceram em julho de 2017. De acordo com a investigação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Cleydson Aleixo Chagas, de 18 anos, e Luis Henrique Xavier da Silva, 19, foram capturados por traficantes de Vigário Geral após cometerem um roubo nos arredores da comunidade.


Como os dois eram moradores de uma favela dominada por uma facção rival e desrespeitaram uma ordem do bando — roubos são proibidos nas proximidades de Vigário Geral —, ambos foram executados. Em seguida, “os desaparecidos foram levados pelos traficantes até a casa do homem conhecido como Zé do Porco, onde há um chiqueiro para criação de porcos. Os corpos foram dados aos animais e depois jogados no mangue que fica atrás da casa”, afirmou uma testemunha à polícia.

Até hoje, os corpos das vítimas não foram encontrados. São réus pelos assassinatos, além de Zé do Porco, o chefe do tráfico da favela, Álvaro Malaquias Santa Rosa, e mais dois traficantes.

Dois anos depois, ao longo da investigação sobre o desaparecimento de sete jovens na favela Cinco Bocas, na Penha, os porcos foram novamente mencionados por testemunhas. De acordo com a investigação, traficantes de Vigário Geral que desejavam invadir a Cinco Bocas foram ao local armados, raptaram os jovens e os executaram. Em seguida, os cadáveres, “totalmente picotados, são jogados como alimentos para porcos selvagens”, segundo uma testemunha.

Logo após os desaparecimentos dos jovens, em maio, a Polícia Civil recebeu uma denúncia, feita por moradores de Vigário Geral, de que os corpos “foram devorados por um porco conhecido como ‘Chicão’”. Os denunciantes acrescentaram que o suíno “não recebe alimentos regularmente para ficar com fome e devorar os corpos”.

No último dia 4, a Justiça decretou a prisão de 11 traficantes de Vigário Geral pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

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Fonte: EXTRA.
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