
Um homem que estava preso na Central de Plantão Policial (CPP) de Florianópolis conseguiu escapar da cela durante a madrugada de sábado (26). Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele se espreme entre as grades e deixa o local.
Veja o vídeo:
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Identificado como Érick Celestino Gomes, o homem continuava foragido nesta segunda-feira (28), segundo a Polícia Civil. A fuga ocorreu após ele aproveitar um momento de descuido na unidade policial.
Nas imagens, Érick aparece sozinho dentro da cela. Ele coloca primeiro os braços pelo espaço entre as barras, passa a cabeça e, em seguida, consegue retirar o restante do corpo até alcançar o lado de fora.
A Polícia Civil informou que, após perceber a fuga, adotou medidas de segurança e iniciou buscas para localizar o homem. A corporação também informou que a cela foi interditada e deverá passar por modificações.
Homem havia sido preso por violência doméstica
Érick havia sido detido horas antes da fuga, no bairro Pantanal, em Florianópolis. A Polícia Militar foi chamada para atender uma ocorrência de violência doméstica e, ao chegar ao endereço, encontrou o homem e pelo menos três vítimas.
Conforme o relato policial, a então companheira, a enteada e um homem que tentou intervir na situação teriam sido agredidos.
Ainda segundo a PM, o suspeito apresentava sinais de embriaguez, estava exaltado e resistiu às ordens dos policiais.
Ele foi autuado por lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, além de ameaça, injúria e dano qualificado
Justiça decretou prisão preventiva
Após a fuga, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Na decisão, o juiz Rafael Rabaldo Bottan destacou que o homem deixou a unidade enquanto estava sob custódia.
O magistrado também considerou a gravidade das agressões relatadas e mencionou um histórico de violência doméstica. A prisão preventiva foi mantida, entre outros motivos, para garantir a proteção das vítimas e o andamento do processo.
A Justiça determinou ainda a manutenção de medidas protetivas de urgência em favor da então companheira.
Até a última atualização, a Defensoria Pública de Santa Catarina, responsável pela defesa do homem, ainda não havia se manifestado sobre o caso.
