
Um vendedor de carros de 26 anos teve a vida transformada depois que o príncipe Laurent da Bélgica, irmão do rei Philippe, reconheceu formalmente sua paternidade e lhe concedeu o título de príncipe. Clément Vandenkerckhove nasceu em agosto de 2000, fruto de um relacionamento que Laurent manteve nos anos 1990 com a cantora belga Wendy Van Wanten, nome artístico de Iris Vandenkerckhove, mas a identidade do pai só lhe foi revelada pela mãe quando ele completou 16 anos.
A aproximação entre os dois começou quatro anos depois dessa revelação, quando Clément decidiu procurar o príncipe e os dois se encontraram pessoalmente. Foi Laurent quem propôs a realização de um teste de DNA para confirmar o vínculo biológico, e o resultado trouxe uma correspondência genética de 99,5% entre pai e filho. A cerimônia que oficializou o reconhecimento aconteceu de forma discreta em uma prefeitura há cerca de seis meses, mas os detalhes do processo só se tornaram públicos nos últimos dias, revelados pela imprensa belga.
Com o novo status, Vandenkerckhove passa a ter direitos de herança iguais aos dos outros três filhos de Laurent com a princesa Claire — Louise, Aymeric e Nicolas —, mas o título não lhe confere qualquer função oficial na monarquia nem acesso a fundos públicos. Sua rotina deve seguir afastada dos compromissos do palácio.
Ele ainda avalia se vai adotar o sobrenome real Saxe-Coburgo, mas afirma ter orgulho do sobrenome herdado da mãe, dizendo que abandoná-lo seria uma traição a tudo o que ela fez por ele.
O episódio tem um paralelo direto dentro da própria família real. O pai de Laurent, o ex-rei Alberto II, também precisou reconhecer legalmente uma filha nascida fora do casamento: Delphine Boël, hoje princesa Delphine de Saxe-Coburgo, cujo reconhecimento só veio depois de uma longa disputa judicial encerrada em 2020.
