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23/05/2022 15h44

Brasil: Intubado, idoso morre em UTI após outro paciente desligar aparelho

Arlindo Gomes de Araújo, de 90 anos, faleceu após outro paciente desligar os seus aparelhos respiratórios
Brasil: Intubado, idoso morre em UTI após outro paciente desligar aparelho
O Governo do Distrito Federal foi condenando pela morte de Arlindo Gomes de Araújo, de 90 anos. O idoso, que estava internado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), morreu depois que outro paciente desligou os seus aparelhos respiratórios.


Arlindo foi internado em junho de 2020, após passar mal dentro de casa. O idoso foi colocado na ala de Covid do hospital, onde acabaria morrendo dias depois. A certidão de óbito apontou como causa da morte “insuficiência respiratória aguda”, com suspeita de Covid-19.


“O paciente estava com quadro de dificuldades respiratórias, mas não tinha suspeita de Covid”, aponta o advogado da família, Renato Araújo. “Por ser questão respiratória, ele precisava ficar ligado aos aparelhos. Quando tirava o oxigênio, ele piorava”.


Quando o corpo estava no Instituto Médico Legal (IML), a família soube que uma investigação havia sido instaurada pela Polícia Civil do DF (PCDF), e que os aparelhos os quais do idoso estava conectado teriam sido desligados por outro paciente, de 78 anos.


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De acordo com o idoso, ele havia “constatado que os pacientes não necessitariam mais do respirador mecânico, em virtude de estarem bem”.


Segundo o depoimento de uma médica de plantão, dois aparelhos respiratórios haviam sido desligados da tomada. Um estava funcionando com a bateria auxiliar, mas o segundo, a bateria estava descarregada.


Embora a ação não tenha sido testemunhada, segundo a equipe médica, o paciente que confessou ter desligado os aparelhos vinha dando trabalho. O homem também acabou falecendo.

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Revoltados com a situação, os familiares de Arlindo entraram na Justiça. Em primeira instância, o governo foi condenado a pagar indenização de R$ 40 mil à família da vítima. O GDF recorreu e uma nova decisão deve sair nesta semana.


“Trata-se de um dos casos mais graves envolvendo erro médico, omissão do estado e a pandemia da Covid-19. O Distrito Federal foi condenado em primeira instância e aguarda-se a decisão do TJDFT compreendendo que pela gravidade dos fatos a condenação deve ser mantida e majorada”, entende o defensor Renato Araújo.


Fonte: Metrópoles
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