
O policial civil e piloto de helicóptero Felipe Marques Monteiro, conhecido como comandante Felipe, morreu neste domingo (17), aos 46 anos, em decorrência de complicações de saúde causadas pelo grave ferimento sofrido em março de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na comunidade da Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Na ocasião, Felipe comandava uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) quando o helicóptero foi atingido por disparos de criminosos. Um tiro de fuzil acertou a cabeça do piloto, provocando uma lesão gravíssima que exigiu diversas cirurgias e um longo período de internação.
Ao longo de mais de um ano de tratamento, o comandante apresentou sinais de recuperação que emocionaram familiares, amigos e milhares de pessoas que acompanharam sua trajetória pelas redes sociais. Após meses no hospital, ele chegou a receber alta e iniciou um processo de reabilitação.
Nas últimas semanas, porém, o policial voltou a ser internado após complicações relacionadas a uma infecção e a procedimentos para a substituição de uma prótese craniana. O quadro se agravou, e ele não resistiu.
A morte do comandante Felipe gerou grande comoção em todo o país. Considerado um símbolo de coragem, fé e perseverança, ele deixa a esposa, familiares, colegas de profissão e admiradores que acompanharam sua luta pela vida desde o atentado.
