
Imagens de objetos comuns nos anos 1990 e início dos anos 2000 têm circulado com força nas redes sociais e provocado uma onda de nostalgia entre internautas. Itens como tazos, orelhões, Diskman, sandálias Melissa e geladeiras antigas reaparecem em fotos e vídeos que despertam memórias afetivas e reacendem discussões sobre o cotidiano antes da popularização da internet móvel e dos smartphones.
Os tazos, distribuídos principalmente em embalagens de salgadinhos, tornaram-se um fenômeno entre crianças e adolescentes da época. Além de colecionáveis, eram utilizados em jogos improvisados em escolas e bairros, criando uma dinâmica social que hoje é lembrada como símbolo da infância dos anos 90.
O orelhão, por décadas parte da paisagem urbana brasileira, também voltou a chamar atenção. Utilizado para ligações pessoais e emergenciais, o equipamento representava o principal meio de comunicação fora de casa e exigia o uso de fichas ou cartões telefônicos, prática extinta com o avanço da telefonia móvel.
Outro destaque recorrente é o Diskman, aparelho portátil que permitia ouvir CDs em qualquer lugar. O dispositivo marcou a transição entre o toca-fitas e os players digitais, exigindo cuidados com pilhas, discos e impactos que poderiam interromper a reprodução da música. Já as sandálias Melissa consolidaram-se como referência de moda entre jovens, enquanto geladeiras antigas, robustas e duráveis, simbolizam um período em que eletrodomésticos atravessavam décadas em funcionamento.
Especialistas em comportamento digital apontam que o interesse por esse tipo de conteúdo está ligado à busca por referências afetivas em meio à aceleração tecnológica. A retomada dessas imagens funciona como um registro histórico informal, reforçando a memória coletiva de uma geração que cresceu em um contexto analógico e hoje revisita o passado por meio das plataformas digitais.
